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Petrobras usa @RISK para análise de E&P O desafio Recentemente, a Petrobras adotou em toda a empresa um protocolo para avaliação dos riscos econômicos associados a investimentos potenciais. Alguns dos principais riscos de interesse para a Petrobras são os associados a: produção de petróleo e gás natural; demanda por derivativos; preços de diversas commodities; datas de início de várias operações; mudanças no capital da empresa (CAPEX) e nas despesas operacionais (OPEX). Ao efetuar a análise desses riscos, a Petrobras focaliza diversos indicadores-chave: VPL (Valor Presente Líquido); desvio padrão do VPL, que dá uma noção da relação lucro/perda; probabilidade de VPL negativo ou de perda monetária; e o VAR (Valor em Risco) de 95% do VPL, que é a quantia mínima de perda que apresenta probabilidade de 5%. Para avaliar esses riscos, o órgão de Exploração e Produção (E&P) da Petrobras desenvolveu um sistema interno que é usado em toda a empresa, denominado Progride (Programa dos Indicadores do Desenvolvimento da Produção). Esse sistema é baseado no Excel e usa sub-rotinas personalizadas em C++ para executar análises. A empresa usa o sistema para modelar uma variedade de aplicações de E&P, entre as quais: tendências relacionadas ao petróleo, como preços e distribuições; imposto de renda e royalties; depreciação, valor residual e vida econômica dos projetos; análise de sensibilidade e outros indicadores econômicos internos. O Progride também conta com recursos de análises de risco. O sistema tem capacidade para lidar com situações complexas, como vários projetos dependentes (ex.: um projeto base e projetos complementares) em uma mesma “concessão” ou local geográfico. Concessão refere-se ao direito da Petrobras de perfurar em uma determinada área; normalmente, acarreta obrigações como pagamento de aluguel, impostos e royalties. O sistema Progride também apresenta recursos para o gerenciamento de projetos de produção previstos para o futuro e projetos que reduzem as despesas operacionais (com futuras despesas operacionais “negativas”). Análise convencional com o Progride Em uma análise desse tipo, o Progride retorna o VPL, o IRR e o tempo de retorno do projeto; a melhor data para abandono do projeto; e o risco financeiro para a empresa. Esses resultados, contudo, são baseados em valores pontuais correspondentes à melhor estimativa calculada com os dados de entrada usados, pressupondo-se 100% de certeza. O risco, portanto, não é levado em conta. Análise de risco com o sistema Progride Com base nessa análise de risco, o Progride fornece o VPL esperado do projeto, junto com um histograma e medidas de dispersão, ou risco, ao redor do VPL esperado. Ele também faz uma estimativa da probabilidade de VPL negativo, ou de se perder dinheiro com o projeto. Limitações do Progride Para ilustrar o efeito dessas limitações, vamos tomar como exemplo um projeto de desenvolvimento integrado, com produção em duas concessões ou locais específicos. A Petrobras investe em uma única unidade de produção de petróleo para lidar com as duas concessões – com CAPEX em comum. Contudo, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) exige que a empresa trate cada concessão individualmente, no que se refere à locação da área, royalties e Pesquisa e Desenvolvimento. Veja a Figura 1.
Nesse tipo de situação, é necessário efetuar uma análise de risco correspondente ao projeto integrado, isto é, como um todo. Alguns fatores de risco são os mesmos para as duas concessões; por exemplo, preços e CAPEX. Existem, também, fatores de risco independentes, como as datas de início do projeto e da produção. Entretanto, alguns custos devem ser tratados individualmente para cada concessão, como a locação da área, os royalties, e Pesquisa e Desenvolvimento. Certos tipos de depreciação (dos poços, por exemplo) também devem ser calculados separadamente para cada concessão. Projetos que envolvem várias concessões são bastante comuns, porém o Progride não tem capacidade de efetuar uma análise sem rodar milhares de horas – o que torna a análise ineficiente e potencialmente inexata. A solução @RISK-Progride No caso do projeto com várias concessões que mencionamos anteriormente, a empresa configura três análises distintas com o Progride: uma para a concessão A, uma para a concessão B e uma para o projeto integrado A+B. Em seguida, os analistas efetuam a modelagem dos cenários probabilísticos no @RISK tanto para os fatores de risco em comum (ex.: preços, CAPEX, desvios) quanto para os riscos independentes, para cada concessão. É executada uma análise convencional do Progride para cada concessão separadamente, usando os cenários probabilísticos gerados pelo @RISK como dados de input. Essa análise é efetuada com o @RISK em execução, por meio da chamada de uma macro que executa o Progride durante a simulação do @RISK. Os resultados das duas análises convencionais das concessões formam o cenário probabilístico de cada uma (ex.: produção, receita, CAPEX, OPEX, custos tributários e depreciação). Veja as Figuras 2 e 3. Figure 2
Esses resultados individuais referentes às concessões são então somados para determinar os cenários probabilísticos do projeto integrado como um todo (A+B). Em seguida, é executada uma análise convencional do projeto integrado com o Progride no @RISK, usando os cenários probabilísticos combinados como dados de entrada. Os indicadores de risco desejados para o projeto inteiro são então calculados, com base nos resultados da análise. Veja a Figura 4. Figure 4
É tão fácil quanto 3-2-1 O processo @RISK-Progride pode ser resumido em 3 etapas, 2 funções e 1 macro. As 3 etapas do processo são:
As duas funções principais usadas para efetuar a integração entre o @RISK e o Progride são:
Enfim, só é necessária uma macro para o processo. O @RISK é definido para executar essa macro do Excel durante as simulações, depois de cada recálculo de iteração. A macro simplesmente executa o Progride e contém o código: SendKeys "%PX", True Vantagens da solução @RISK-Progride » Integração de sistemas corporativos e análise de risco | |
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